Pesquisa divulga índices de alfabetismo no Brasil


O instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa juntamente responsáveis pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que tem como objetivo avaliar habilidades de leitura, escrita e matemática  divulgaram resultados de alfabetização funcional na última década no país. O levantamento foi realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado a amostra nacional de 2.000 pessoas, dentre homens e mulheres, de 15 a 64 anos de idade, moradores de zonas urbanas e rurais na extensão do território brasileiro e revelou um aumento de 26% de brasileiros plenamente alfabetizados.



Tabela I
Evolução do Indicador de Alfabetismo Funcional 
População de 15 a 64 anos (em %)      
 2001-2002
2002-2003 
2003-2004 
2004-2005 
2007 
2009 
 2011-2012
Analfabeto
 12
13
12
11
9
7
 6
Rudimentar
 27
26
26
26
25
21
 21
Básico
 34
36
37
38
38
47
 47
Pleno
 26
25
25
26
28
25
 26
Analfabetos funcionais  (Analfabeto e Rudimentar)
 39
39 
38 
37 
34 
27 
 27
Alfabetizados funcionalmente  (Básico e Pleno)
 61
 61
 62
 63
 66
 73
 73
 base
2002
2002
2002 
2002 
2002 
2002 
2002





De acordo com o Inaf há uma classificação em analfabetos, isto é,não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços, etc.), Alfabetos em nível rudimentar, onde localizam uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias, também há a classificação em alfabetizados em nível básico que leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade e por último alfabetizados em nível pleno, pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos usuais: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos, como demostra á seguir o gráfico.



Tabela III
Níveis de alfabetismo da população de 15 a 64 anos por escolaridade (em %)

 Até EFI
EF II
Ensino Médio
 Ensino Superior
bases
797
536
555
476
481
701
167
289 
Analfabeto
30
21
1
1
0
0
Rudimentar
 44
 44
 26
 25
 10
 2
 2
 4
Básico
 22
 32
 51
 59
 42
 21
 21
 34
Pleno
5
3
22
15
49
76
 76
 62
Alfabetizado Funcionalmente
(Analfabeto e Rudimentar)
73
65
27
26
10
2
 2
 4
Funcionalmente Alfabetizado (Básico e Pleno)
 27
 35
 73
 74
 90
 98
 98
 96



A pesquisa aponta que cerca de 35% das pessoas com Ensino Médio Completo são consideradas como plenamente alfabetizadas, porém dentre os com formação superior, 38% não possui nível suficiente de leitura e escrita. O fato é que, o acesso ao ensino superior aumentou muito nos últimos anos, entretanto esse aumento ocorre dentre uma má formação e nenhuma estruturação acadêmica. Desencadeando à formação de maus profissionais.


Links:
Quem é a Ong Ação educativa: http://www.acaoeducativa.org/index.php/quem-somos
Quem é o Inaf: http://www.ipm.org.br/ipmb_pagina.php?mpg=4.02.00.00.00&ver=por

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